Semana da história e cultura africanas no Brasil

(17 a 23 de outubro de 2005)

São Luiz do Paraitinga

2ª e 3ª feira

4ª feira, 19 de outubro

15:00 hs.: Sarau de poesias “Cadernos Negros”, com alunos da escola Mons. Ignacio Gioia
16 hs.: Palestra sobre África e africanidade, com o estudante de teologia congolês Jean-Paul Amuli, da Faculdade Dehoniana

5ª feira, 20 de outubro

14:30 hs.: A juventude negra e o hip hop, com Ione da Silva Jovino, coordenadora do programa “São Paulo: Ensinando pela diferença para a igualdade”, da CENP
16:30 hs: Apresentação dos grupos de moçambique-mirim dos bairros Alvarengas e São Benedito de Catuçaba
20:00 hs: Exibição dos documentários “Atlântico Negro” e “Histórias da Boa Vista”, de Edivaldo dos Santos

6ª feira, 21 de outubro

14:30 hs.: A mulher negra (Relações de trabalho), com Ruth Guimarães, pesquisadora, escritora e folclorista de Cachoeira Paulista
16:30 hs.: Apresentação do grupo de capoeira de Angola GCAP, com o professor Kibe
20:30 hs.: Apresentação de jongo com o grupo Raízes, de Lagoinha

Sábado, 22 de outubro

13 hs.: Livre diversidade (teatro, música, poesia e performances)
16:30 hs.: Show musical com Marco Rio Branco

Domingo, 23 de outubro


A organização e programação do evento são da responsabilidade da AACULT - Associação de Ação Cultural de São Luiz do Paraitinga

Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos é considerada protetora e guardiã dos negros; as homenagens a esta Santa foram excluídas do calendário festivo por vários anos e retomadas em 2002, já com a participação da AACULT-Associação de Ação Cultural. A história de São Luiz do Paraitinga está diretamente ligada ao período da escravidão e ainda existem resquícios de locais de quarentenas e de antigos quilombos. O mercado municipal era um centro para o comércio de escravos e as construções do conjunto arquitetônico colonial são atribuídas à mão-de-obra escrava.
Neste momento histórico em que voltamos os olhos para a verdadeira face da formação do povo brasileiro, com a implementação da Lei 10.639, nada mais oportuno do que dar uma demonstração desse rico legado gerado pela luta, pela resistência e também pela alegria impressa neste povo por nossa porção negra. É um direito dos cidadãos de se reconhecerem e identificarem quanto a suas origens.

Os objetivos deste evento são:


Oferecer referências áudio-visuais de leituras e explanações precisas sobre o continente africano, suas etnias e suas nações;

- Trazer para a esfera da comunidade o debate de tópicos pertinentes à diversidade étnico-racial no Brasil;

- Exemplificar através de manifestações populares o legado cultural a partir da influência direta da África;

- Ampliar a abrangência da Lei que implementa o Ensino da História da África no currículo escolar;

- Amplificar igualmente o reconhecimento da riqueza cultural tomada na fonte da miscigenação;

- Garantir ao cidadão o direito de se reconhecer e identificar com suas origens;

- Oferecer certificação pela participação nas palestras e mesas-redondas;

- Oferecer oportunidade de enriquecimento intelectual, assim como o prazer da apreciação de espetáculos populares e de formação cultural;

- Fomentar a formação de grupos de expressão;

- Focalizar grupos já existentes que conservam sua identidade;

- Formular novos registros do processo histórico.

 


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