
Apresenta
O Saci e seus amigos soltos na praça
Pela valorização dos mitos da cultura brasileira e por conta da semana do dia Municipal e Estadual do Saci e seus Amigos (31 de outubro), O Autor na Praça em parceria com a SOSACI – Sociedade dos Observadores de Saci (www.sosaci.org), realizam, evento O Saci e seus amigos soltos na praça. Contaremos com a participação da escritora Márcia Camargos e o ilustrador Marcos Cartum, autografando o livro recém lançado Nas pegadas do Saci, do grupo Quarteto Pererê, apresentando músicas do CD Ebulição, do convidado especial do quarteto: o percussionista Julinho Pimentel. Além da presença grupo de artistas do grafitti Studio Kobra: Kobra, Gláucio e Aguinaldo (www.studiokobra.com) produzindo imagens e caricaturas. Informações sobre os convidados e o livro abaixo.
SERVIÇO:
O AUTOR
NA PRAÇA – O Saci e seus amigos soltos na praça
Dia 05 de novembro,
Sábado, a partir das 14h – Entrada Franca.
Espaço Plínio
Marcos – Feira de Artes da Praça Benedito Calixto
Informações:
Edson Lima – Tel. 3085 1502 / 9586 5577 – oautornapraca@oautornapraca.com.br
Realização
e Produção: Edson Lima e Associação dos Amigos
da Praça Benedito Calixto
“(...) A cultura popular é um elemento essencial à identidade de um povo. As tentativas insidiosas de apagar do imaginário do povo brasileiro sua cultura, seus mitos, suas lendas, representam a tentativa de destruir a identidade do nosso país. A história de todas as culturas até hoje existentes é a história de opressores e oprimidos. Hoje, como ontem, o Saci apóia, em qualquer lugar e em qualquer tempo, qualquer iniciativa no sentido de contestar a arrogância, a prepotência e a destruição de que é portadora a indústria cultural do império”.
“(...) É tempo, pois, do Saci expor abertamente seus objetivos, lançando um manifesto e denunciando o verdadeiro espectro: o espectro do imperialismo cultural. Para tanto, outros expoentes do imaginário cultural brasileiro – como o Boitatá, a Iara, o Curupira e o Mapinguari – reuniram-se e redigiram o presente manifesto”. Sacis de todo o Brasil, unamo-nos!
(Trechos do Manifesto do Saci: www.sosaci.org/oi-nois-aqui.htm)
“Um povo que não ama e não preserva suas formas de expressão mais autênticas, jamais será um povo livre”. (Plínio Marcos).
Nas pegadas do Saci - Livro busca resgatar personagens como o Saci, o Curupira, a Cuca e o Boitatá, entre outros mitos brasileiros que estão desaparecendo por causa de lendas estrangeiras como a bruxa do Halloween. O livro transforma-se numa aventura cheia de surpresas e muitos perigos, e repleto do resgate das tradições populares.
Uma das figuras mais simpáticas e irreverentes da mitologia nacional, o Saci ganhou seu dia, comemorado em 31 de outubro em todo o Estado de São Paulo. Reconhecido de norte a sul, de pulo em pulo tem conquistado um espaço cada vez maior. Emblema da luta em prol da natureza e da cultura popular, em pleno século XXI aparece em documentários, artigos de jornais e revistas, na televisão e no rádio. Agora ele vem contar sua própria história nas páginas deste livro de Marcia Camargos, ilustrado por Marcos Cartum. Mas quem é mesmo o saci? De onde veio? Em que lugares vive? Para responder esta pergunta a autora vai consultar o Saci Pererê: resultado de um Inquérito, publicado por Monteiro Lobato em 1918. Só que, passado quase um século desde este trabalho pioneiro, muita coisa mudou. A urbanização desordenada, o desmatamento e o crescimento populacional tiveram sérias conseqüências no habitat do saci. Assim, os irmãos Nando e Marina, junto com os amigos Beto, Juca e Rita, personagens deste livro, aproveitam o feriado prolongado para fazer uma pesquisa de campo e investigar estas questões.
A excursão transforma-se numa aventura cheia de surpresas e muitos perigos. Eles enfrentam biopiratas, animais selvagens e escapam por um triz do feitiço da Iara, a rainha das águas. Mas também descobrem que o saci, criado pelos índios tupis-guaranis há mais de duzentos anos, virou guardião das florestas e dos bichos, pregando os maiores sustos em quem agride a natureza. Apesar disso, é uma espécie ameaçada de extinção. Assim, de volta à cidade, as crianças se unem para ajudar a salvar o saci, o curupira, a cuca e o boitatá, entre outros mitos brasileiros que estão desaparecendo por causa de lendas estrangeiras como a bruxa do Halloween.
Atenta à importância das tradições populares que fortalece o sentimento da brasilidade, mantendo vivo o folclore nacional, o Grupo Pão de Açúcar, que já vem investindo em iniciativas similares, tornou possível a publicação deste livro. Segundo o diretor de Marketing Corporativo do Grupo Pão de Açúcar, Eduardo Romero, "preservar e difundir o rico caldeirão cultural brasileiro é parte da nossa missão e também de todos os brasileiros. A luta do Saci e dos demais para sobreviver à invasão de personagens e mitos sensibiliza, emociona e nos dá fôlego para ajudar a preservar cada vez mais mitos e tradições brasileiras que são a essência do nosso povo e também da cultura do País".
Marcia Camargos é jornalista e historiadora com pós-doutorado pela USP. Autora de Micróbios na cruz (2005), A Semana de 22: entre vaias e aplausos (2002) e de Villa Kyrial: crônica da Belle Époque paulistana (2001), escreveu, em co-autoria, Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia (1997), ganhador dos prêmios Jabuti e Livro do Ano. Para crianças e jovens lançou em 2002 A turma do Sítio na Semana de 22: uma aventura modernista e em 2004, Em que ano estamos? Uma expedição pela história de São Paulo. É membro fundadora da Sosaci (Sociedade dos Observadores de Saci).
Sobre o ilustrador: Marcos Cartum é arquiteto e designer gráfico. Desde 1988 atua nas áreas de projeto de arquitetura e restauro, além de planejamento urbano, programação visual e de identidade de empresas e instituições. Vencedor do Concurso Nacional para o Monumento em Homenagem aos Imigrantes e Migrantes no Estado de São Paulo, chefiou a Assessoria Técnica da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, onde coordenou a elaboração do Plano Diretor do Parque Ibirapuera
Sobre o Quarteto Pererê www.quartetoperere.com.br - Formado a partir do projeto “Somos todos Antropófagos”, que comemorava os 80 anos da Semana de Arte Moderna, em Santos – SP, o Grupo Perêrê dedica-se a música instrumental sem fronteira entre o erudito e o popular. Integrado hoje por Alessandro Ferreira no violão 7 cordas, Edson Tadeu na gaita, Tchelo Nunes no violino e Kiko Carneiro no violão e viola brasileira, o grupo dedica-se à pesquisa do vasto universo sonoro brasileiro e seus diálogos para além mar. Para seu farto banquete musical, serve-se de obras de compositores como Chiquinha Gonzaga, Guinga, Hermeto Pascoal, Ruy Weber, Villa Lobos e o diálogo “antropofágico” com obras de Bach, Satie entre outros, além dos integrantes dedicarem-se a trabalhos de composição. Em sua contínua reflexão sobre a essência da antropofagia osvaldiana, os pererês, inspiram-se no peralta de uma perna só, confluência dos mitos nacionais fixada no imaginário e na cultura popular, resultando numa busca sonora, imaginativa e alegórica. Essa reflexão levou o Perêrê rumo a materialização de seu primeiro projeto sonoro: Ebulição, lançado na Holanda no verão de 2004. Com as participações especiais do percussionista brasileiro radicado na Holanda Julinho Pimentel e o compositor e violonista baiano Luiz Galdino. Os músicos esquentaram o verão holandês com 25 apresentações que repercutiram na imprensa do país inteiro. Contaram, para a viagem com o apoio do Ministério da Cultura, através da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural e da SOSACI – Sociedade dos Observadores de Saci.
Sobre o Studio Kobra: www.studiokobra.com
Sobre a SOSACI: www.sosaci.org
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