O ataque do Saci


Karla Xavier


Quando era criança, já faz tempo..., em uma visita que fiz a minha tia, que mora no interior de Minas Gerais numa cidade chamada Três Pontas, ela nos contou várias histórias sobre Saci e outras lendas como mula-sem-cabeça e lobisomem.


Segundo minha tia, deveríamos obedecer a certas regras de conduta para não depararmos com um S

aci, principalmente à noite. As regras de que me lembro seguem abaixo:
1º: Nunca assobiar à noite;
2º: Nunca andar sozinho na roça;
3º: Se víssemos a crina de um cavalo com tranças, devíamos correr, pois o Saci estava por ali.


Além dessas regras, minha tia nos brindou com a seguinte história – e jura de pé junto que é verdadeira.


Meu primo Jumar foi atacado por um Saci.


Ela contou que ele estava trabalhando na roça e ficou até um pouco mais tarde, tipo seis da tarde e que, de repente, na volta para casa, escutou um redemoinho no meio do matagal e uma risada estridente. Meu primo ficou assustado e começou a correr, mas o vendaval ficava cada vez mais rápido e próximo. Correu, correu mas acabou sendo pego e ficando com sua roupa toda rasgada. Minha tia disse que quando ele chegou em casa estava todo rasgado e unhado e jurava ter visto um Saci. Durante muitos anos ela guardou as roupas rasgadas pelo Saci e meu primo jura até hoje que é verdade. Vai saber, né...

 


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