O Saci no Colégio São Domingos (SP)

 

Sob a coordenação das professoras Carolina e Patrícia, alunos de 8 a 9 anos do Colégio São Domingos (rua Monte Alegre, Perdizes, São Paulo), associado à Pontifícia Universidade Católica PUC), produziram textos sobre o Saci e Seuas Amigos. Confira, abaixo, onze dessas histórias:

1. Quando eu vi o Saci
(Autores: Alexandre e Arthur)

Um dia eu estava em minha fazenda quando aconteceu uma coisa de estranho. Fui colocar o leite no meu copo e ele estava azedo, então fui comer e quando fui esquentar a minha comida ela queimou. Não tive dúvida que era Saci e quando fui lá fora consegui enxergar sua sombra. Eu sabia que ele ia aprontar mais alguma coisa comigo.
Não é que realmente isso aconteceu. Ele apareceu novamente e quebrou tudo com seu redemoinho, tentei tirar a carapuça dele, mas não consegui.
Em um outro dia, em que ele ia aprontar mais uma comigo, eu consegui pegar sua carapuça e assim ele perdeu seus poderes.
– Como! Nunca na minha vida roubaram minha carapuça! Agora estou sem poderes! O Saci virou um menino como os outros e como eu me senti arrependido, resolvi adotá-lo.
Levei o Saci para a escola, mas quando eu cheguei um menino estava arrumando confusão com um outro menino, o Saci tentou ajudar mas esqueceu que estava sem os seus poderes. Quando tentou dar seu redemoinho, não conseguiu e levou uma pancada.
O Saci resolveu sair da briga e desapareceu por 24 horas até que tudo já estivesse resolvido.
Nesse tempo, consegui perceber o quanto havia me afeiçoado por esse garoto. Então resolvi entregar para ele a carapuça que estava comigo para que ele recuperasse seus poderes. E continuasse sua vida.

2. O Saci e o Curupira
(Autores: André e Daniel)

Era uma vez um Saci... Estava andando pela floresta, quando encontrou o Curupira, eles se trombaram, se machucaram e começaram a brigar.
Quando se viram pela segunda vez marcaram uma luta para o dia seguinte. O Saci apostou sua carapuça e o Curupira apostou sua vida.
- Até amanhã - disse o Saci.
- Até amanhã - disse o Curupira.
O Saci treinou para a luta e o Curupira também. Ao amanhecer se encontraram para o grande duelo. O Saci acabou perdendo e o Curupira pegou a carapuça como prometido e saiu correndo.
O Saci fez muitas armadilhas para tentar encontrar sua carapuça, mas nada adiantou. Até que um dia, ele fez uma armadilha que era uma gaiola de ferro que não dava para escapar.
Então o Saci quis falar com o Curupira:
-Você quer ser meu amigo? - disse ele.
-Eu quero.
Eles viraram amigos e se desculparam pela a luta.
Começaram a brincar de pega-pega e em um certo momento se trombaram e começaram a rir.
Depois de um mês vivendo em plena harmonia... Apareceu um caçador, chamado José. Eles começaram a bater no caçador até matá-lo, pois ele estava acabando com os animais da floresta e o Curupira disse:
-Você está bem?
-Estou bem - respondeu o Saci.
Marcaram um almoço. E o prato principal foi o caçador.
Um dia o Saci ficou muito doente e acabou morrendo e o Curupira pensou:
-O que eu vou fazer agora?
Resolveu ir à casa da Cuca, que era conselheira da floresta e pediu para ela ressuscitar o Saci. Ela fez o Saci reviver e ele agradeceu a Cuca .
Eles construíram uma casa e nunca se mudaram da floresta .
Depois de uma semana o Curupira ficou com catapora e chamaram novamente a Cuca para o curá-lo.
-O que eu posso fazer para agradecê-la?- o Saci falou.
-Não precisa fazer nada – disse a Cuca.
Eles quiseram pagar a Cuca pelas as duas consultas, mas ela não aceitou. Eles insistiram e conseguiram convencê-la. Eles pagaram 40 reais ao todo.
Depois de um mês foi o aniversário do Saci e o presente do Curupira foi uma bola e uma peteca. O Saci disse:
-Muito obrigado!
-Não foi nada...
Os dois comeram bolo até enjoar e depois dormiram.

3. Em busca do Saci
(Autores: André e Pedro)

Numa floresta distante da cidade, quatro meninos chamados Pedro, André, Arthur e Miguel estavam acampando, quando ouviram um longo assobio. Então Pedro convenceu a todos de irem ver o que era.
Eles saíram da barraca e viram uma coisa muito estranha e André zoando disse:
- Isso só pode ser coisa do Saci!
Então Arthur foi até um bambuzal e ouviu uma gargalhada. Miguel ouviu gritos, olhou pra traz e viu Arthur e Pedro e perguntou para os dois:
-Onde está o André?
-Ele sumiu... – respondeu Arthur apavorado.
Pedro foi até o bambuzal para ver se achava o André e viu que ele estava preso. Então, foi até a barraca e pegou um canivete e salvou André.
Em pouco tempo, perceberam que estavam enfrentando armadilhas de um Saci. Foram dormir decididos que iam começar a busca pelo Saci ao amanhecer.
Quando amanheceu Pedro foi obrigado a acordar André, Arthur e Miguel, porque eles estavam “desmaiados”.
André que tinha um laptop pesquisou sobre o Saci e descobriu que a touca é que dá poder ao Saci. Em cima dessas informações bolaram um plano para pegá-lo.
Estava quase tudo pronto, só faltava uma isca e isso eles demoraram para conseguir, mas finalmente conseguiram pensar em um plano perfeito.
Estava tudo certo, mas quando Saci apareceu Arthur atrapalhou-se e soltou um sussurro. O Saci se assustou e mudou de direção. Arthur desculpou-se e rapidamente pensou em outra armadilha.
Ao amanhecer todos foram atrás do Saci. A busca demorou, até que André conseguiu encontrá-lo. Pedro, Arthur e Miguel usaram uma corda para amarrá-lo.
Enfim, o grupo dormiu pelo menos a última noite do acampamento com sossego.

4. O Saci
(Autoras: Beatriz e Larissa)

1º Capítulo

Em um certo dia, uma mulher chamada Mariana resolveu fazer um piquenique na floresta. Quando estava tirando as frutas da cesta, deu de cara com um homem de uma perna só, capuz vermelho, dois furos na mão e um cachimbo. Quando ela percebeu que ele era um Saci a mulher saiu correndo e gritando:
- Ah! Eu vi um Saci!!!!!!
- Sou eu mesmo, primeiro e único.
Mariana correu tanto que foi parar na cidade. Caminhou por alguns instantes, ainda muito assustada, até chegar em uma padaria.
- É o Saci! - ela falou - Ele apareceu!
- Eu sabia que ele iria arruinar nossas vidas!! - O padeiro falou.
Todos os moradores da cidade resolveram se esconder em suas casas. Mas, uma menina chamada Paula, não consegui ser avisada e ficou fora de casa.
O Saci que havia seguido a mulher até a cidade, observou que as ruas estavam desertas e viu uma menininha sozinha e decidiu ajudá-la.
-Ah! Você está sozinha menininha. Deixa eu te abrigar - disse o Saci.
-Ahhhh!!!! O Saci!!! - disse a Paula – Mamãe socorro!!!!!
Um tempo depois, a menina começou a gostar do Saci. Ela pensou que ele era seu pai desaparecido e o abraçou dizendo:
-Te amo papai!
O saci ficou muito emocionado com a declaração de Paula e achou melhor não contar a verdade.

2º Capítulo

Depois de algumas horas, a mãe de Paula percebeu que ela não estava lá na casa dela. Então ela reuniu toda a vila para procurar sua filha desaparecida. Logo, suspeitaram que o saci estava envolvido nessa história.
Mariana, uma das moradoras, deu a idéia para o grupo deles procurarem na floresta, pois foi o último lugar em que o saci havia sido visto. Eles caminharam até a floresta, estavam cansados e, resolveram parar um pouquinho. Um dos homens foi pegar gravetos para acender uma fogueira, quando avistou uma gruta. Foi correndo chamar seus amigos para ver o que ele tinha encontrado.
Daí eles entraram na gruta e adivinha o que eles viram? A menina abraçando o Saci. No começo a mãe não gostou, mas depois ela viu que a menina estava feliz ao lado daquela figura e começou a pensar que ele não era tão malvado assim. E depois desse momento toda a vila comemora o dia do Saci com uma grande festa!

5. Nunca vi Saci!!!
(Autores: Bruno e Victor)

Era uma vez um menino chamado Bruno. Ele era esperto, inteligente e legal. Adorava ir para a fazenda de seu avô que se chamava Victor. Ele já era aposentado e já tinha perdido sua mulher. Achava melhor vender sua fazenda, porque era muito grande para ele. Um dia ele ligou para o neto e falou:
- Oi meu neto, tudo bem com você?
- Oi vovô, tudo bem. E com Senhor?
- Comigo está ótimo. Nessa sexta – feira você pode vir para cá? Eu passo para te pegar a noite tudo bem?
- Tudo vovô.
- Então até sexta-feira.
- Tá bom vovô, até.
No dia seguinte, o avô de Bruno estava aguardando ansioso o dia de buscar seu neto, mas ainda era terça – feira. O avô de Bruno não conseguia dormir de tanta vontade que estava de ver Bruno. Daí passou quarta, quinta... até que chegou o grande dia: sexta.
Quando o avô estava indo pegá-lo, seu carro ficou parado no trânsito e então ele achou melhor ligar para o neto para avisar do atraso.
- Oi meu neto tudo bem?
- Oi vovô tudo e com você?
- Comigo esta tudo ótimo.
- O que você quer falar comigo vovô?
- É porque está muito trânsito e eu vou te pegar mais tarde beleza?
- Beleza mais eu vou te esperar acordado. Tchau!
- Então até mais.
Ainda eram 11 horas e 30 min e o vovô de Bruno não chegava, o garoto já estava ficando cansado. Passaram-se mais algumas horas e finalmente o avô de Bruno chegou. Resolveu entrar na casa do neto para dormir, porque já era tarde e perigoso para ele dirigir.
No dia seguinte, como era sábado, todos da família foram passar o final de semana juntos. No carro foi o avô, Bruno e seus pais.
O pai e a mãe de Bruno falaram juntos:
- Boa viagem. E todos disseram juntos:
- Amém !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Chegando lá, Bruno foi brincar com os cachorros.
No outro dia, Bruno acordou foi tomar café da manhã e foi brincar. Depois foi andar pela fazenda e encontrou um negócio e chegou mais perto. E viu que era um rodamoinho. Daí a pouco ele viu que era Saci e saiu correndo e gritando :
- Socorro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Como a mãe estava na cozinha, não consegui escutar os gritos do menino.
Como o Saci estava usando o poder do rodamoinho podia correr mais rápido e conseguiu, capturou o Bruno.
Bruno desapareceu. A mãe e o pai e o avô de Bruno ficaram preocupados e resolveram procurá-lo. Levaram roupas e essas coisas, você sabe né?
Passou uma semana e ninguém chegava.
Depois de um mês ele chegaram e o avô de Bruno perguntou:
- O que aconteceu com você? Você esta ferido? Você esta bem ? O que ele te fez ?
- Vovô ele não me fez nada. Eu estou bem. E não precisa ficar preocupado. Ele só me pegou. Viu não foi nada.
No dia seguinte o Saci foi dar nó na crina do cavalo e assustar as galinhas. No final da tarde o Saci não sossegou ninguém e o Bruno como era esperto viu o Saci parado e pegou a carapuça dele e o Saci não tinha mais poderes.
O pai de Bruno viu que Bruno estava com a carapuça e escondeu.
E tudo o correu tudo bem nessa fazenda.



6. As travessuras do Saci
(Autoras: Diana e Júlia)

O Saci é um menino negro, de uma perna só, tem olhos castanhos, suas roupas são vermelhas e tem uma carapuça vermelha que dá poderes a ele.
Mora perto de um sítio que é na mata. Um certo dia, entrou no sítio, foi até o grande pasto, pulou em um cavalo e amarrou o pé em sua crina. O animal correu o pasto inteiro feito louco e assustado pulou a cerca.
Quando o cavalo se afastou do pasto, o Saci achou uma galinha e pegou um de seus ovos e saiu correndo. A galinha correu atrás do Saci, mas não conseguiu pegar o ovo, e voltou furiosa, e até hoje tem raiva do Saci.
Um outro dia, ele voltou ao sítio, viu uma criança assustou a pobre menina chamada Patrícia, correu atrás dela impedindo que ela contasse aos pais que encontrou o saci. O pai escutou o grito de sua filha e resolveu ver o que estava acontecendo.
Quando chegou no quintal deu de cara com o Saci. E nesse tempo ela voltou correndo para a casa dela e contou a sua mãe, e sua família saiu correndo para ver o que estava acontecendo, que passaram a acreditar em Saci, por isso sabiam que este tipo de brincadeira é perigoso.
E um outro dia uma outra família foi acampar na mata e o Saci fez travessuras com eles. Era tanta a travessura que choraram de rir. Um tempo depois, o Saci achou um coqueiro e começou a chacoalhá-lo para conseguir pegar um coco. Queria pegar o coco para jogar na cabeça de um cavalo (não esqueça o Saci só faz isso para se divertir).
Cuidado, o Saci pode estar em qualquer mata, e pegar você!
Objetos para pegar um Saci: Uma peneira, uma garrafa com rolha e uma cruz.
Como preparar isso: Jogamos a cruz no pé dele, em seguida colocamos a peneira em cima do Saci e por baixo tampe-o na garrafa preso com uma rolha, assim o Saci estará preso na garrafa até que alguém o liberte no futuro.

7. A história do Saci
(Autoras: Gabriela e Fernanda)

Uma manhã ensolarada, numa floresta havia um Saci e duas irmãs chamadas Simone e Fernanda. Elas moravam numa fazenda e adoravam seus cavalos chamados: Faísca e Sabrina.
Elas trabalhavam na fazenda onde moravam. Um dia, elas se preparavam para dormir, quando Fernanda foi se espreguiçar, levantou seus braços e sem querer pegou a carapuça do Saci, que naquele momento estava passando feito um rodamoinho. Estava correndo em direção ao pasto para dar nós nas crinas dos cavalos e fazer travessuras pela cidade. Só que começou a encolher e ele disse:
- Oh, não pode ser! Eu estou encolhendo! Não alcanço meu cachimbo!
Mas Simone sabia que se não desse a carapuça, o Saci ia encolher e ficar muito pequeno. E Simone que não era boba colocou o Saci dentro da garrafa para fazer pedidos a ele. O Saci ficou do tamanho de uma formiga.
E o Saci foi diminuindo muito rápido até virar um micróbio. As irmãs foram dormir.
No dia seguinte Simone e Fernanda falaram para o Saci que só davam a carapuça para ele se ele desse tudo o que elas quisessem.
Então a Fernanda pediu que elas não tivessem mais problemas na vida e Simone pediu muita paz e saúde a sua família.
Saci então concordou e a Simone devolveu sua carapuça. As irmãs ficaram amigas do Saci e ele nunca mais fez travessuras com elas.

8. Como nasceu o Saci Pererê
(Autoras: Isabela e Vitória)

Era uma vez um menino chamado Pituco, ele tinha 20 anos. Um dia resolveu visitar o seu pai, que morava no Norte.
No caminho do Norte, quando o avião estava sobrevoando a Amazônia, houve um vazamento de combustível e a asa começou a pegar fogo. O avião caiu num lugar de mata fechada.
Quando Pituco acordou, viu que sua perna direita estava quebrada e pegando fogo, começou a se rastejar, deu uma olhada para trás e viu que a sua perna que estava queimando tinha virado cinzas!
Saiu pulando daquele mesmo jeito e encontrou uma caverna onde morava a Cuca. Ela cuidou dele por dois anos, até ele poder se tornar um ser da mata.
Quando deu de cara com a Cuca Pituco desmaiou, a Cuca o recolheu do chão e o deitou na sua cama até o Pituco acordar e ela contar que ia transformá-lo em um ser da mata.
Quando chegou o grande dia, a Cuca lhe deu o nome de Saci Pererê e deu uma touca mágica para ele que lhe dava os seguintes poderes: fazer rodamoinhos, pular de uma perna só sem cair, muita vontade de fazer travessuras. Seu passatempo favorito era fumar cachimbo e além do mais ganhou um macacão vermelho para combinar com a touca, que também era vermelha.
E assim nasceu a lenda do Saci Pererê. O Saci conheceu outros seres da mata como, por exemplo: a Caipora, Curupira, a Iara, a Mula sem Cabeça, o Boto Cor de Rosa, O Lobisomem, o Boitatá e outros.
Uma vez a tia Clotilde que era a tia do Pituco que morava na cidade grande estava esquentando o leite para o tio Clotildo e de repente o leite virou nata, também uma vez a avó do Pituco estava fazendo feijão, bateu um vento e o feijão queimou. Agora o Saci tem o prêmio das melhores travessuras da mata.

9. Um Saci no museu
(Autores: Isabella e Leonardo)

Era uma vez uma história de Saci que aconteceu em um museu. Um Saci estava aprontando e quebrando os quadros. Até que percebeu que sua carapuça havia sido roubada. Quem seria o culpado?
O dono do museu? Ou o guarda? Isso quem vai descobrir é você. O primeiro suspeito é o dono do museu, ele estava lá quando o roubo aconteceu, mas estava na frente do museu, então não podia ser ele.
- Já sei - disse o guarda - O bilheteiro!
-Eu não! - disse o bilheteiro - O que é isso você está me acusando, é?
-Burro, claro que não!
-Então está fazendo o que?
-Olhando as obras...
- AH, ééééé?
-É!
-Parem de brigar -disse o Saci- Procurem minha carapuça agora e achem ela.
-Sim Saci, mas só se consertar todos os estragos que você fez - disse o dono do museu.
-Está bem, mas depois que desvendarmos o mistério, porque sem a minha carapuça não tenho poderes.
-Tá! Mas, jura pela sua vida que vai arrumar essa bagunça depois que desvendarmos o mistério?
- Juro pela minha vida que vou organizar tudo direitinho.
-Obrigado.
-Agora vão.
-Tchau.
-Tchau.
E lá foram eles procurar o ladrão e adivinha: não acharam. Mas, acharam o Saci morto caído no chão. Será que existia outro Saci? Isso eu não sei, só sei que quem matou o Saci era muito esperto.





10. O Saci
(Autores: Laura e Nicolas)

Era uma vez um menino chamado Michael ele estava indo para casa. Quando chegou em casa resolveu contar ao pai uma lenda que aprendeu na escola.
- Pai, posso te contar uma lenda?
- Pode filho!
-Tá bom.
“Um belo dia, havia um menino que se chamava Saci. Ele não tinha uma perna, porque um certo dia estava passeando e viu um prédio que estava sendo demolido e quis dar uma olhada e um homem que estava cortando uma madeira com uma serra elétrica, sem querer deixou-a cair na perna do Saci e foi assim que ele perdeu a perna.
Ele gostava de fazer travessuras com o seu gorro mágico que tinha encontrado na rua. Começou a aprontar no mundo inteiro, a sua primeira vítima foi uma mulher chamada Manuela. Ele a irritou com brincadeiras chatas, a primeira coisa que o Saci fez foi derrubar a roupa do varal, azedar o leite e apagar o forno. As suas próximas vítimas foram André e o Pedro, que eram irmãos gêmeos. Sabe o que ele fez, ele bagunçou o quarto deles, depois ele explodiu o computador e começou a fazer a mesma coisa no mundo inteiro.
Até que um dia ele viu uma pessoa que tinha perdido uma coisa e quis ajudá-la, só que pediu em troca um cachimbo.
E assim ele foi conhecido... como a lenda do Saci.
E até hoje ele mora na casa dele, o bambuzal”.
(ESSE CASO ACONTECEU NA VIDA REAL)
-Muito bem filho, essa história é bem legal!
-É pai, é bem legal porque ela fala da lenda do Saci, numa outra versão.
-E agora, que tal você ir fazer a lição de casa porque hoje a gente vai à casa do seu primo Yuri?


11. Uma história de Saci
(Autores: Miguel e Otávio)

Era uma vez um Saci que estava em uma fazenda fazendo suas travessuras, mas quando viu ele estava sem a sua touca.
Um cachorro achou sua touca, o Saci implorou que ele a devolvesse. Saci conseguiu o que queria, mas ficou devendo mil desejos para o cachorro. O primeiro pedido foi ter um cavalo. O Saci falou:
- Agora você tem novecentos e noventa e nove desejos
- Então tá bom. No outro dia, o cachorro descobriu que o cavalo era uma égua e também que estava grávida, ele ficou furioso com o Saci e falou: -Já que o cavalo é fêmea você ainda me deve mil desejos. Dois dias depois, o potrinho nasceu e era macho. O cachorro ficou alegre com isso e mandou o Saci fazer um celeiro para os cavalos. O potrinho descobriu que ele tinha um pai que estava do outro lado do celeiro, cuidando de uma galinha que estava machucada. O cachorro ficou tão feliz que queria só ter direito a mais cinco desejos.
E o Saci ficou tão assustado com a idéia do cachorro diminuir os desejos que quase desmaiou.
Os dois ficaram muitos amigos e foram andar a cavalo. Deram uma volta e acharam a galinha que antes estava doente e agora estava curada e gritaram:
-Viva!
E foram para o celeiro ver o pai do potrinho. Quando chegaram colocaram a égua e o filho com o pai. O Saci não fechou a porta do celeiro e os cavalos fugiram. Quando o cachorro viu, os cavalos já tinham fugido. O cachorro morreu de tanta tristeza e o Saci continuou fazendo suas travessuras.

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