Matintaperera


Nomes comuns: Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Matimpererê, Matintaperera etc.

Origem Provável: Os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando do século XIX, em Minas e São Paulo, mas em Portugal há relatos de uma entidade semelhante. O mito não existia no Brasil Colonial.

Entre os Tupinambás, uma ave chamada Matintaperera, com o tempo, passou a se chamar Saci-pererê, e deixou de ser ave para se tornar um caboclinho preto de uma só perna, que aparecia aos viajantes perdidos nas matas.

Também de acordo com a região, ele sofre algumas modificações: por exemplo, dizem que ele tem as mãos furadas no centro e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Outros dizem que ele faz isso com uma moeda. Há uma versão que diz que o Caipora é seu Pai. Dizem também que eles – um bando de Sacis – costumam se reunir à noite para planejarem as travessuras que vão fazer. O Saci tem o poder de se transformar no que quiser. Assim, ora aparece acompanhado de uma horrível megera, ora sozinho, ora como uma ave.

Pretinho arteiro, traquinando e assobiando pelas estradas em horas-mortas, amola os animais, com suas travessuras, trançando-lhes as crinas. Com efeito, o viajante que, no sertão, ao cair da tarde, cochilando o seu cansaço, as pernas lassas caídas sobre o estribo da sela, busca o pouso para descansar os membros doloridos da jornada, ao encilhar a montaria, na manhã seguinte, para seguir viagem, encontrará muitas vezes, a crina do animal emaranhada.

 




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