Íntegras
Mascote do Saci na Copa de 2014
Por Flávio Paiva - Diário do Nordeste, Caderno 3, 19/06/2008
Começa a circular entre os ´saciólogos´ uma campanha para lançar o Saci Pererê como símbolo da Copa do Mundo de 2014, quando o evento acontecerá no Brasil. A idéia visa, com isso, divulgar para todo o planeta a imagem do mais expressivo mito nacional e, assim, provocar o interesse de povos do mundo inteiro sobre a cultura popular brasileira.
Tudo começou como tudo que é bom começa: conversa vai, conversa vem e o jornalista mineiro Mouzar Benedito comenta em uma reunião da Sociedade dos Observadores de Saci, Sosaci, que certamente os marqueteiros inventarão um mascote besta para a Copa, a exemplo, do já esquecido Cauê dos Jogos Panamericanos.
A observação foi o suficiente para dar o apito inicial da campanha. Não é preciso esperar quem vai em uma perna e volta na outra para saber que o Saci é uma síntese do povo brasileiro, de domínio público, conhecido em todo o território nacional, brincalhão, gozador e que gosta de dar alguns sustos também.
O Saci é um ser fantástico das matas que foi colocado no terreiro das crenças indígenas, amamentado pelas mães-pretas e coroado com o gorro da liberdade trazido pelos imigrantes. Mouzar diz com irreverência sacizística que até nas comemorações do centenário da imigração japonesa tem aparecido Saci de olhinhos puxados, respondendo pelo nome de Sashimi.
O escritor santista José Roberto Torero gostou tanto da idéia do Saci como mascote para a Copa de 2014 que fez logo um texto para o caderno de esportes da Folha de São Paulo (10/6/2008) defendendo o danisco, por sua força de simbolizar o Brasil e de permanecer na memória dos torcedores, como algo originário da cultura brasileira. Torero convoca seus leitores a se unirem nessa cruzada de vivas ao Saci.
Tomando o entusiasmo de Mouzar e de Torero também para mim entro aos pulos e assobios nessa campanha de fortalecimento dos valores positivos da brasilidade. O Saci é uma figura rica em variantes e, por isso, mesmo correndo o risco de ter sua imagem massificada como mascote, a consistência do seu composto simbólico dará sempre para combinar com os modos locais de interação com o seu significado.
Por estar lastreada em atributos extraordinários de estado puro e amalgamada por materiais sensíveis da miscigenação, a intensificação da popularização do Saci é um meio de informarmos para nós e para o mundo que nos reconhecemos em nosso imaginário. Como mascote, ele estará além dos tradicionais bonequinhos, normalmente destituídos de alma coletiva pelas referências lógicas comerciais.
Precisamos ver a Copa do Mundo como o grande evento desportivo que ela é; mas precisamos encará-la também como plataforma de canal invertido de transmissão cultural. Temos poucas chances de enviar para o mundo algo das nossas manifestações autênticas e esta será uma delas. O mascote do Saci servirá de êmulo no contrafluxo simbólico a tudo que apenas recebemos no cenário de assimetria das relações culturais internacionais.
O Saci tem a vantagem de ser um denominador comum para crianças e adultos. Chamá-lo a participar do jogo é um ganho para a memória nacional e uma elevação de ânimos da brasileirice. Fico imaginando-o com a bandeira brasileira no coração, no gorro, com faixa verde-amarela de capitão, rodopiando em pequenas hastes dos camelôs à venda nas entradas dos estádios...
Mas fico imaginando mesmo é o desenho animado do mascote Saci, em dribles mágicos com sua perna invisível. Sei que em um primeiro momento muita gente deve se perguntar que sentido faz um personagem que ´só tem uma perna´ ser o símbolo de uma Copa de Futebol, esporte fundamentado na habilidade humana de conduzir a bola com os pés até atingir o gol do adversário.
Engana-se quem pensar que o Saci só tem uma perna. Quando ele era apenas uma lenda indígena ele tinha duas patas. Depois foi que surgiu a história de que ele era um menino escravo que preferiu perder uma perna a ficar preso aos grilhões das senzalas. Mas a perna arrancada na fuga do Saci nunca foi encontrada, não há vestígios dela. Por isso, prefiro acreditar que ela ficou encantada; tão encantada que nem rastro deixa por onde passa.
Gostaria muito de saber explicar melhor o que chamo de perna invisível do Saci; a perna invisível da cultura brasileira. Ela está nos passos de frevo, nos lances de capoeira e nos dribles dos grandes craques de futebol. O Dener dizia que um drible é mais importante do que um gol. De Garrincha a Ronaldinho Gaúcho, a perna encantada do Saci pode ter sido a responsável por tantas jogadas desconcertantes na história do nosso futebol.
A gente praticamente não vê como ela ludibria os adversários em manifestações estéticas de grande emoção. É, sem dúvida, uma representação da alegria do futebol. Quando o Rivelino derrubava o adversário com uma rápida e invisível passagem de perna sobre a bola, ele estava fazendo às vezes de Saci. Exemplos da atuação dessa incrível perna invisível estão aos montes na história de Pelé, Tostão, Sócrates, Romário, Denílson e nas pedaladas de Robinho.
No plano político, a perna invisível do Saci Pererê é uma ótima alternativa à mão invisível do mercado. Ela representa a popularização do auto-pronunciamento das forças das culturas regionais, diante do poder destrutivo da lógica instrumental da economia, da idolatria da técnica e da redução de Deus à condição de objeto no comércio da fé.
Essa história de mão invisível do mercado vem do tempo da Revolução Industrial, quando o pensador escocês Adam Smith (1723 - 1790) criou os fundamentos do liberarismo. Ele partiu do pressuposto de que o ser humano é antes de tudo um egoísta, para chegar à tese de que a soma das defesas das vantagens econômicas individuais levaria ao bem-comum.
Na segunda metade do século passado a lógica de Smith ganhou novos contornos, com o neoliberalismo reduzindo a noção do bem-comum ao extremo usufruto dos poucos que conseguissem ser competitivos o suficiente a ponto de eliminar os mais lentos e os mais fracos. Com isso, chegamos a uma situação insuportável nas relações humanas e a uma condição insustentável no que se refere à preservação da natureza.
A escolha do Saci como mascote para a Copa do Mundo no Brasil tem um ar de respeito à vida, ao meio ambiente e à diversidade cultural, por meio do que temos de mais humanamente distinto, que é o nosso imaginário. É como se o Saci fizesse frente aos mascotes virtuais que têm sido induzidas aos cuidados infantis, como se fossem seres vivos de verdade, como se expressassem sentimentos e necessitassem de afeto para sobreviver.
De tanto propalar os benefícios da ´saciologia´ já fui questionado por leitores se não seria o caso de pensarmos em um herói menos mutilado e mais viril, menos marginal e mais vencedor, para utilizar como modelo brasileiro de busca da excelência nacional, como é o caso do Super-Homem, do Capitão América, do Homem de Ferro e de outros super-heróis das histórias em quadrinhos, criados como esforço de comunicação de supremacia.
O Saci é um anti-herói. Está mais próximo do
Osaín, mito ioruba que brotou da terra com a vegetação
e teve seu corpo partido pela metade por um raio inimigo. A diferença
é que enquanto Osaín prepara as ervas e a água medicinal
para as cerimônias de comunicação humana com os orixás,
o Saci aproveita os ventos contrários para sair redemoinhando a sempre
surpreendente ligação da cultura com a natureza. Com o Saci
de mascote na Copa de 2014, mais do que um duende libertário daremos
ao mundo uma prova de grandeza e de soberania cultural. (retornar)
A inadiável festa do Saci
Por Flávio Paiva
Correm aos pulos as manifestações por todo o Brasil em favor da instituição do dia 31 de outubro como o Dia do Saci. Qualquer semelhança com a data em que é comemorado o Halloween estadunidense terá sido mero propósito. A produção de um contradiscurso capaz de desorganizar o avanço dessa festa de falsas bruxas, introduzida nos países periféricos do consumismo global pelos cursos de inglês, conta com redemoinhos de ´saciólogos´ indignados.
2007 está sendo um grande ano na existência fabulosa do Saci. Não apenas do Saci apartado nos compêndios do folclore, mas principalmente do Saci que está ao nosso redor, cheio da vitalidade mestiça do imaginário brasileiro. No momento em que o País vive um processo de intensa vulnerabilidade das suas elites de modelo mental de colonizado, chamar o Saci é recorrer a um símbolo agregador de grande importância para a coesão do nosso desgastado tecido social, cultural e político.
O Saci é um dos nossos mais expressivos mitos. Ele sintetiza os elementos multiétnicos fundantes do Brasil. De origem nativa (o ser traquinas das matas), incorporou elementos das gentes africanas (a pele negra e uma perna mutilada pela escravidão) e européias (o gorro libertário adotado pelos republicanos, pós Revolução Francesa, que chegou com os imigrantes). No lugar de uma varinha de condão ele faz mágicas com um misterioso cachimbo que herdou dos rituais indígenas de paz e da sabedoria serena dos pretos-velhos.
Está tramitando no Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, Iphan, o processo de registro do Saci como Bem Cultural de Natureza Imaterial do Brasil, por solicitação da Sociedade dos Observadores de Saci, Sosaci. No Ceará, o secretário de cultura, Auto Filho, encarou a ocupação da data do Halloween no calendário com o Dia do Saci, como uma necessária guerra dos mitos. Está disposto a fazer uma grande festa no próximo dia 31 de outubro, com música, dança e teatro de rua. Como bom filósofo, ele sabe que para enfrentar o poder econômico e midiático da ideologia do consumismo é preciso fazermos uma sinergia de artes e entes fantásticos.
Nesse sentido, a festa do Dia do Saci deve contar com todos os integrantes da comunidade de seres extraordinários do planeta, que quiserem participar, inclusive as bruxas que não se deixaram seduzir pelos feitiços comerciais do Halloween. Os mitos mais significativos das diversas regiões brasileiras, tais como o Caipora, Lobisomem, Curupira, Boto, Iara, Boitatá e a Mula-sem-Cabeça, devem ser ressaltados juntamente com o Saci, conforme suas influências locais.
A iniciativa do vereador Guilherme Sampaio, de criação do Dia do Saci em Fortaleza na data de 31 de outubro, chega em boa hora. Mesmo havendo um projeto tramitando no Congresso Nacional para a criação do Dia do Saci, estão sendo criadas leis estaduais e municipais para adequação da proposta às peculiaridades de cada cidade ou estado. Como se trata de uma ebulição cultural, não há motivo para esperar por Brasília para agir. É o que tem feito a Sosaci, que este ano, em parceria com o Museu Afro e o apoio das secretarias de Cultura e do Meio Ambiente de São Paulo, está programando para outubro uma celebração cultural do Saci e seus amigos.
O sentido dessa multiplicação de esforços segue o tom da música ´um favor´, na qual Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) apela às gentes de todas as cores que ´quem souber cantar que cante / quem souber tocar que toque (...) quem puder gritar, que grite / quem tiver um apito, apite / faça esse mundo acordar´. Lançar mão do Saci é um jeito que a sociedade brasileira está encontrando para fortalecer a brasilidade no achatamento global. Somos uma conseqüência dos nossos símbolos. O mundo real é o que está em nossas mentes e os mitos agem sobre o real.
Por ser uma consistente liga dos assemelhamentos brasileiros, o Saci reúne um grande potencial icônico para a produção de espaços de inversão imaginativa das estruturas sociais. Sua festa não dá mais para ser adiada, pela capacidade que apresenta de cerzir nossos laços culturais, ante o processo de dissolução social e política a que estamos submetidos. A prática lúdica desse exercício do avesso, pode acontecer em qualquer lugar e dentro das condições de cada comunidade, cidade, região, bairro, quintal, terreiro ou condomínio.
Ao deflagarmos a ´guerra dos mitos´ ensejamos que perguntas sejam feitas, pelo menos a respeito do propósito da ocupação da data de 31 de outubro pelo Saci e seus amigos. Por isso o Dia do Saci é uma chave de força, um interruptor que pode liberar nossa energia mais brasileira dos acumuladores da indústria do consumismo. A festa do Saci é uma forma inteligente, pacífica e alegre de enfrentamento da violência simbólica. É um ato de política limpa, feito com ludic idade integradora. Por ser uma espécie de imago da brasilidade, a figura do Saci aplica-se aos domínios do público e do privado, do coletivo e do individual, dando-nos uma chance de experimentação da nossa própria narrativa, em um exercício de parábase de auto-reconhecimento social e cultural.
A festa do Saci completa nossos argumentos sociais mais autênticos por ser também uma festa de mudança de perspectiva na relação com o entretenimento. Ela tem tudo para nos levar a entender melhor como é ser brasileiro em um mundo cada vez mais interdependente. O Saci é um mito unificador da nossa vocação futurista. O que talvez possa ser traduzido com a ajuda da observação do cartunista Mino, quando ele diz que ´nossa tradição mesmo, não consiste em sermos tradicionais, mas modernos´.
O normal nas ondas novidadeiras do consumismo é a obsolescência precoce. Mas há casos como o do Halloween que deveriam ser passageiros e estão fincando raízes, inclusive em nossas escolas. O Ministério Público de São Paulo promoveu uma audiência pública em 1º de setembro do ano passado para discutir o Dia do Saci em um cenário marcado pelo aumento da festa das bruxas norte-americanas na escola brasileira. Das escolas paulistas que responderam ao questionário 46,47% dos estabelecimentos da rede pública de ensino estadual e 18,59%, das escolas municipais responderam que fazem alguma programação relacionada ao Halloween. Nas escolas particulares esse percentual é de 36,65%.
Esses elevados percentuais mostram que a nossa permissividade deve ter limites, principalmente por sabermos que a pedofilia de mercado não tem fronteiras nem escrúpulos. Uma coisa é certa: não é possível trocar de mito. Quando uma sociedade assume integralmente mitos impostos está na realidade alterando sua personalidade social e cultural, o que muitos chamam de identidade. E felizmente ainda não chegamos a isso.
O mito do Saci traz avisos das matas, dos bichos, da natureza, enfim, sinais
que nos colocam em sintonia com a necessidade de estabelecimento de uma nova
conduta da humanidade diante do esgotamento do planeta. A festa do Saci tem
caráter apotropista, pois sua função define uma situação
de reapropriação do direito de dialogar com os próprios
mitos, aproximando-nos de nossas representações mais profundas
e nos distanciando das superficialidades que operam sobre nossas mentes na
força velada do poder sedutor da ideologia do consumismo. (retornar)
Infância e consumo
Flávio Paiva - Especial para RIvista - Edição 73
Rá Tim Bum
A TV Rá Tim Bum está com dois novos programas de qualidade para
crianças: o Lanterna Mágica transmite filmes de curta-metragem
e o Pequenos Cientistas aproxima a meninada do mundo fantástico da
ciência. Pena que os meninos e as meninas do Ceará não
tenham acesso a essa programação. TVA, Net e Sky estão
aptas a transmitir, mas precisam de mais pressão dos seus assinantes
para valorizar esse tipo de conteúdo. A programação de
televisão infantil no Brasil é tão precária que
não faz sentido manter tal bloqueio.
Dieta do palhaço
Um grupo de crianças de 3 a 5 anos recebeu cinco pares idênticos
de alimentos para dizer qual deles era o mais gostoso. As embalagens eram
todas parecidas, mas havia uma que tinha a marca do McDonalds. Esta foi a
apontada por 60% das crianças pesquisadas como tendo um sabor melhor.
O estudo da Universidade de Stanford, EUA, publicado na revista Archives of
Pediatrics & Adolescent Medicine está sendo utilizado em uma campanha
para dar um basta na propaganda de alimentos muito calóricos e pouco
nutritivos, dirigida a infância.
Coisa boa
As televisões estão mostrando no rodapé da tela as informações
com a faixa etária adequada para cada programa exibido. Essa é
uma grande vitória da mobilização da sociedade civil,
pois oferece a pais e filhos parâmetros mínimos para o uso da
tevê. Cada categoria da Classificação Indicativa tem uma
recomendação de horário de exibição: livre
e 10 anos (qualquer horário), 12 (após às 20h), 14 (após
às 21h), 16 (após às 22h) e 18 anos (após às
23h). Os estudantes da disciplina de Produção Publicitária
em Rádio, do Curso de Publicidade da Universidade de Fortaleza prepararam
uma campanha para o rádio sobre o assunto e o Departamento de Classificação
do Ministério da Justiça aprovou a iniciativa e vai certificar
os alunos que participaram da produção.
Saciologia
Na História em Quadrinhos publicada na revista da Ri Happy do último
trimestre o Curupira faz uma reclamação de que temos no Brasil
uma mania de só valorizar o que vem de fora. A Mula-sem-cabeça
e o Negrinho do Pastoreio lamentam que enquanto nos Estados Unidos o Halloween
é um dia especial aqui os nossos mitos estão bem esquecidos.
Rola uma festa bem animada, com a presença de vários seres fantásticos
e, no final, o Lobisomem finca uma placa na grama denominando aquela diversão
de "1ª Reunião Nacional das Lendas do Brasil". Não
deixa de ser um bom sinal de "saciologia" do Solzinho, a clarear
os redemoinhos que levam à Festa do Saci, marcada para o dia 31 de
outubro, mesma data do evento das bruxas do Halloween.
Transformers
O comum nas estratégias de mercado da grande indústria cultural
tem sido a sincronização do lançamento de filmes com
a venda de brinquedos, álbuns de figurinhas e material escolar referentes
a cada produção cinematográfica. Com o filme Transformers
(Michael Bay) aconteceu o contrário: o filme foi criado em decorrência
dos autobots , como são chamados os bonecos de carros que viram robôs
ou talvez seja de robôs que viram carro; não importa, afinal
eles se espatifam em explosões e enfrentamentos, suportados por um
enredo puramente artificial, no qual a magia do cinema cede espaço
para os efeitos da propaganda.
Inadequado
Aumenta o desconforto de pais e mães com relação aos
trailers para adultos que antecedem às sessões de cinema infantil.
Cenas de violência e de sexo são mostradas com tanta agressividade
que a meninada pára de comer pipoca para tentar entender bem o que
é aquilo mesmo.
Chumbo nos brinquedos
O aumento da consciência cidadã na cabeça dos consumidores
é um fato dos novos tempos que está mexendo também com
os fabricantes de brinquedos. A excessiva quantidade de chumbo, identificada
nos brinquedos das linhas Polly, Barbie e Batman, levou a maior empresa de
brinquedos do planeta, que é a norte-americana Mattel, a tentar tirar
do mercado brasileiro cerca de 850 mil produtos. No mundo, esse número
passa de 18 milhões de unidades contaminadas por essa substância
altamente tóxica que é o chumbo. Os brinquedos da Mattel, como
tantos outros do "mundo plano", são feitos na China, com
base em um certo tipo de mão-de-obra escrava, o que significa dizer
que o "chumbo" não entra somente nos brinquedos. (retornar)
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